A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo em volume negociado, oficializou nesta quinta-feira (16) a nomeação de Thiago Sarandy como seu novo Diretor-Geral no Brasil. A escolha estratégica de um executivo com forte viés jurídico sinaliza um movimento claro da companhia: a priorização absoluta da conformidade regulatória em um dos cinco maiores mercados de ativos digitais do planeta. Sarandy, que integra a equipe da corretora desde 2022, possui um histórico robusto como chefe de Assuntos Regulatórios e Jurídicos, tendo atuado nos bastidores da construção do marco regulatório brasileiro para ativos virtuais.
O impacto da regulação na nova liderança
A transição de um perfil puramente operacional para uma liderança com expertise em Direito e Mercado de Capitais — com passagens por instituições tradicionais como Genial e Warren Investments — não é por acaso. O Brasil vive um momento de maturidade institucional no setor cripto, e a Binance entende que a sustentabilidade do negócio depende diretamente de sua capacidade de navegar pelas normas impostas pelos reguladores locais. Sarandy foi peça-chave nas discussões que moldaram o arcabouço legal do país, o que o coloca em uma posição privilegiada para garantir que a exchange não apenas cumpra as regras, mas atue como um player consultivo no diálogo com o Banco Central e a CVM.
O que esperar da operação brasileira sob nova gestão
Sob a gestão de Sarandy, a expectativa é que a Binance intensifique sua estratégia de integração com o sistema financeiro tradicional. Com o país registrando um crescimento de 63% na adoção de criptoativos na América Latina, a nova diretoria deve focar em expandir a base de 25 milhões de usuários locais, utilizando a segurança jurídica como principal diferencial competitivo. A meta declarada pelo executivo é clara: expandir o acesso e a atratividade da plataforma, consolidando a exchange como um porto seguro para investidores que buscam a eficiência da blockchain aliada à solidez de uma operação devidamente regulada.
“Trabalharei para garantir que as regras expandam o acesso e a atratividade para os próximos 25 milhões de usuários de criptomoedas”, afirmou Thiago Sarandy, novo Diretor-Geral da Binance no Brasil.
A operação brasileira, que se reportará diretamente a Guilherme Nazar, chefe da Binance para a América Latina, entra em uma nova fase de governança. Em um cenário onde a desconfiança do investidor institucional ainda é um desafio, a liderança de Sarandy promete ser o elo necessário entre a inovação disruptiva das criptomoedas e a rigidez exigida pelo sistema financeiro brasileiro. A expectativa é que, sob este comando, a Binance reforce sua posição de liderança, priorizando a estabilidade operacional e a expansão de serviços, como o Binance Mastercard Card e o Pix, que já tornaram o Brasil um laboratório global de inovação para a gigante do setor.



